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sábado, 20 de fevereiro de 2010

escaldados e tendendo pra solidão?

Ainda existe mulher que sonha com um príncipe num cavalo branco.
Ainda tem homem sonhador tb, mas é mais simplório, tadinho. Quanto muito uma mulher madura, virgem e bonita.

Com tempo ( e as decepções vindas ) temos tendência a criar preconceitos. Enxergar no outro o jeito dele não deve ser tarefa fácil. Nosso olhar só vê o que quer ver.

O defeito nem sempre tá no outro, mas nessa impressão superficial, contaminada por idéias errôneas acerca da perfeição que ainda procuraríamos. Até estamos cercados por pessoas legais, mas por sermos muito exigentes, só conseguimos enxergar aquilo que elas não são.

Nessas procuras virtuais, por quê que as pessoas "enxergam" mais os defeitos das outras pessoas, deixando as qualidades em plano menor?
Por quê julgamos virtualmente os outros sem ao menos conhecê-los pessoalmente, né?

domingo, 18 de novembro de 2007

pobre generosidade plural

Somada à coragem, pode ser heroísmo. Com justiça, faz-se eqüidade. Com compaixão, torna-se benevolência.
Somada à misericórdia, vira indulgência. Mas seu mais belo nome é seu segredo: somada à doçura, ela se chama bondade.

Só quem é pobre procede com tanta generosidade? Não somos sempre assim por que?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

desentendimento de texto


Quando alguem diz que os meios são determinados pelos fins que se procuram atingir, seria mesma coisa que dizer: fins justificam os meios?
Ora, fins determinam os meios, mas não os justificam!
A política define comportamentos mais adequados pra determinados objetivos, e não justificativas.

E se os fins não justificassem os meios, pois não existiriam fins, apenas os meios?

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

causas perdidas

José Saramago disse que deve-se acostumar com a idéia de que a maioria das pessoas não nasceu pra viver, nasceu pra passar aqui fisiologicamente.
Drummond em entrevista certa vez, comentou que quem escreve são pessoas egoístas, porque enquanto maioria vive na mesmice, eles criam seus próprios mundos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

"incompatíveis" traduções

trechinho do Dylan e as minhas insônias
É sensação impaciente , não é bom pra ninguém
O que eu disser pode ser retrucado diferente também
Correto do seu lado, e eu do meu
Atrasos enormes e noites mal dormidas

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

não ter amizades


Outro dia, indo pra SP com o Ivan, surgiu comentário dele por eu estar sem companhia, e de não ter amigos. Sempre fui uma pessoa pacata, sem muita purpurina ou melância, pra ficar ostentando aí nas rodinhas.
Reconheço que quando rompi relacionamentos, o círculo de conhecidos diminuiu bastante, mesmo depois tentado fazer novas amizades. Principalmente a partir de 2003, contornei essa "carência" de conversa, com as amizades virtuais, muito mais do que as reais. São efêmeras na maioria, mas podem ser renovadas com facilidade, também. O propósito foi procurar gente parecida comigo, ou entendesse meu jeito, o que não é fácil.
Não procurei quantidade. Por problemas outros, comecei a ficar envolvido em muita saia justa pela net, quase sempre sendo assacado como uma pessoa até de ter condutas suspeitas. Recentemente parei de fazer algo que durante um bom período servia como uma catárse pessoal: participação e discussões em comunidade.Inclusive foi por sugestão que montei esse espaço virtual - pelo menos aqui a interação seria diferente ( isso se ocorrer com as moscas, ninguém me lê mesmo, rss.).
Sinto bastante a falta de uma boa conversa, virtual ou real. Perdi amigos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

férias de 1995, praia Pitangueiras

Estava com família no Guarujá, início daquele ano.
Fui andar com minha esposa na praia. Filhos eram pequenos, e ficaram com minha mãe na tenda.
Caminhávamos e conversávamos sobre as pessoas ali, reparando cada trejeito,cada "rebolada", corpos, coisas assim que um casal faz, contando abóbrinhas.
Pouco na frente, comentei com ela sobre bonita mulher andando de costas pra gente, sózinha. Essa mulher, por força do destino, era de nossa cidade. Ao alcançá-la, começamos a conversar. Foi fulminante pra mim.
Dia passou, e num outro final de tarde, com todo mundo cansado no apartamento, resolvo ir caminhar sozinho. Encontrei-a na praia novamente, e nada foi premeditado. Predestinado.
Talvez tenha sido o dia mais bonito da minha vida. Andamos a orla toda, conversamos muito. Ao final da caminhada, entramos na água, era uma espécie de remanso. Não a toquei,apenas nos olhamos fixamente. Sabia que foi um momento especial.
Foi das vezes que me senti mais terno. Já me ocorreram outras situações parecidas, e em todas, quando tive de fazer opção pela emoção, acabei machucado lá na frente.
Não quero negar um sentimento bom, mas queria não ter mais a vinculação disso com o sofrer demais, no meu presente e no meu futuro.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

breve esclarecimento


Montei tempos atrás uma pequena comunidade no Orkut, que aliás teve sua origem em outro site de relacionamentos, e que hoje nem existe.

Infelizmente, e por minha culpa, aquilo ficou personalista e fechado demais, tanto que fui alertado algumas vezes por amigos. Talvez também o restrito número de participantes comprometeu, nem sei.

Ganhei uma incerta "marca ruim", rs.., e por desdobramentos desagadáveis fora do virtual com pessoas na época mais íntimas, fiquei em posição incômoda.

Se errei nas posturas agressivas, a própria falência do que criei já deu seu castigo: a decepção.

Mas não levo essa experiência virtual como uma aventura, não como as aventuras reais que tive em meu passado recente - e por isso guardo com carinho solitário a lembrança de um período que foi bom.