(a danada ainda apruma os sermões..)
Era uma vez uma folha de papel escrita com uma estória. Por causa dessa estória, numa provocação, a folha de papel amassou-se toda, coitada. E não teve jeito de voltar viçosa, esbelta, lisinha..
"A impressão que deixamos é impossível de apagar.Quando magoamos, logo queremos consertar o erro, mas muitas vezes é tarde demais. Aí a folha amassa, e depois papel e estória viram pó mesmo..." (EMB versão atualizada).
Só que ele VOLTOOOU ( e a estória tambéeeeem..) , e transmutados!
Era uma vez uma "panelinha de vasos" quebrados e suas estórias quebradas. (panelinha de vaso?)
Ninguém se importava com eles.
Eles mesmos não se importavam por estarem quebrados.
Um dia, o ex papel amassado voltou como um vaso amassado e foi parar no meio dos vasos quebrados, mas, por ser diferente dos demais (amassado, não quebrado), de imediato foi rejeitado.
Justo ele, que tinha uma necessidade amassada de ser aceito.
Tentou aproximar-se dos vasos menos danificados, mas, não deu certo.
Depois, procurou aproximar-se dos vasos que tinham apenas pequenos furos, também foi repelido.
Tentou com os vasos que estavam trincados na base, nada adiantou.
Resolveu, então, arranjar umas brigas, esperando conseguir um risco, uma trinca ou, quem sabe, até um quebrado bacana, mas, naquele lugar, ninguém tinha força bastante pra quebrar os outros.
Se algum vaso quisesse se quebrar, tinha que fazer isso sozinho.
E foi isso mesmo que ele fez.
Conseguiu o que queria, ser aceito na panelinha dos vasos quebrados.
Ficou feliz, realizado, mas não por muito tempo, pois logo se incomodou com outra necessidade, a de ser respeitado pelos demais vasos quebrados.Pra isso, teve que ir-se quebrando.
E se quebrou em tantos pedaços que voltou ao pó.
E deixou de ser vaso!
O que será que o ex papel que era vaso vai ser agora?
(essa exótica alegoria mistureba é muito bonita, tá pau a pau com essa outra, aqui, rss..)
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
uma data especial
Levei frustração ao extremo. Dramatizei demais, elevei ao cubo cada dor, cada ofensa, cada contrariedade, e por isso não conseguia relaxar, perdoar ou mesmo ser feliz. O peso acumulado nas costas foi demais. A partir de um dia e de alguem especial, tento agora essa mudança:
Que fardos continuo carregando e que já nem estão mais comigo? Qual é a dor que ando revivendo e fazendo com que velhas feridas voltem a sangrar? Por que não conseguiria perdoar quem me magoou? Quantas oportunidades andei deixando pra trás por estar amarrado a isso?
É momento especial de desarmar velhos pensamentos, do espírito da revolta e tristeza. De desmontar o antigo acampamento do comodismo e seguir adiante uma longa jornada que a vida apresenta. Quanto mais leve a mochila, mais fácil a subida rumo a felicidade.
(duro vai ser lembrar de data, viu ? sou uma lástima com isso..rss)
(duro vai ser lembrar de data, viu ? sou uma lástima com isso..rss)
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
oi mano véio...
não poderia deixar de te responder, nem que fosse ao menos uma linha.
De qualquer forma, muito bom ter notícias suas...Sempre te considerei um irmão, muito querido, e acho que vc sempre soube disso. Se nos afastamos, uma, duas, tres...varias incontáveis vezes, acredito não ter sido por nossa vontade, pelo menos não a minha. Voce é uma pessoa especial...e que sempre teve todo meu respeito e admiração. Bom, quero que vc saiba que eu to aqui, e sempre vou estar, querendo conversar soh chamar...oks manow?Um beijao...fica bem...
De qualquer forma, muito bom ter notícias suas...Sempre te considerei um irmão, muito querido, e acho que vc sempre soube disso. Se nos afastamos, uma, duas, tres...varias incontáveis vezes, acredito não ter sido por nossa vontade, pelo menos não a minha. Voce é uma pessoa especial...e que sempre teve todo meu respeito e admiração. Bom, quero que vc saiba que eu to aqui, e sempre vou estar, querendo conversar soh chamar...oks manow?Um beijao...fica bem...
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
voltei a escutar Aimee Mann
Ela tem a mesma visão afiada que o Dylan, mas com um detalhe que homem não possui: a abrangência da vida.
Por mais que seja genial um masculino, ele vai fazer um esforço disgramado pra vislumbrar o todo.
Já a mulher tem "sentido do longo prazo": é ela que detém o poder de dar vida, de procriar e fazer nascer a Humanidade.
Por mais que seja genial um masculino, ele vai fazer um esforço disgramado pra vislumbrar o todo.
Já a mulher tem "sentido do longo prazo": é ela que detém o poder de dar vida, de procriar e fazer nascer a Humanidade.
Baudelaire disse que " ela é o ser na Terra que pode jogar a mais brilhante das luzes ou a mais negra das trevas". É por ter as forças do mundo dentro de si (gerar) que detém a verdadeira sabedoria; é a mulher que ajuda o homem a realizar a verdadeira ação prática, a que transforma o mundo não em algo melhor, mas em algo mais compreensível.
Trecho da Aimee:
Pois assim são as coisas que ficam,
e não as coisas que passam:
elas podem terminar num dia,
pra em outro recomeçar.
Começar de novo é preceito de todas as sabedorias. E somente mulher, o obscuro da existência humana, segundo Freud, faz isso acontecer.
A simplicidade dessa canção talvez seja entendida de outras formas. Há um remorso que corrói a voz da Aimee.
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